¿Oscuro?

(Português) Chore, ainda melhor se você implorar Novel Capítulo 33

A+ A-

Éden de Arvis

✧Capítulo 33✧

 

*.·:·. .·:·. *

 

“A Leyla de Remmer foi aceita na Universidade Ratz.”

 

Dentro de alguns momentos, a notícia se espalhou entre as pessoas na mansão Arvis. Como era amplamente esperado, ninguém ficou surpreso ao saber que o filho único do Dr. Etman havia sido aceito em uma prestigiosa escola de medicina com notas excelentes.

 

Foi Leyla quem encabeçou a conversa. Nos últimos dias, ela se tornou o assunto da cidade onde quer que as pessoas se reunissem. Até a estufa do duque ouviu falar desse tipo de conversa.

 

— Eu simplesmente não posso acreditar, — Norma ofegou. — Bill Remmer fez uma ótima escolha ao enviar uma órfã e, além disso, uma menina, para uma faculdade.

 

Norma Catharina von Herhardt, que não costumava falar nada na rua sobre jovens de baixa renda, sintonizou com grande interesse o papo de hoje sobre Leyla, assim como outros.

 

— Suponho que ela nasceu sob uma estrela da sorte. — Elysee von Herhardt acrescentou uma pitada de sal à conversa à mesa. — Ela conheceu seu pai de pernas longas e até agora esta noiva do filho do Dr. Etman.

 

(N/T: Entedi nada que essa muié fala, como assim pernas longas que tipo de erva tem nesse chá)

 

Claudine estava calmamente tomando seu chá ao lado da Duquesa, acenando graciosamente de acordo, então um sorriso radiante apareceu em seu rosto,— Estou tão feliz que uma pobre criança como ela tenha tanta sorte.

 

Ela elogiou Leyla com mais sinceridade do que havia feito anteriormente. Por sorte, a empregada que tinha ido buscar a garota por ordem de Norma voltou para a estufa bem a tempo. Ela estava com Leyla que estava bem vestida.

 

— Venha aqui e sente-se.

 

A duquesa Norma calmamente a instruiu a se sentar. Elysee e Claudine olharam para ela, suas sobrancelhas inclinadas, assim como as de Leyla.

 

— Não há nada de errado em servir uma xícara de chá para essa criança especial, não é? — Norma abriu um sorriso ao dizer.

 

Como muitos de Herhardt, Catharina von Herhardt foi nobre até os ossos ao dizer que o sangue que corria em suas veias devia ter um tom azul profundo. Assim, todos ficaram maravilhados com sua disposição de compartilhar uma mesa de chá com a criança órfã criada por seu jardineiro.

 

Conduzida pela empregada, Leyla sentou-se em sua cadeira, as bochechas coradas de nervosismo.

 

— Ouvi dizer que entrar na Universidade Imperial é muito difícil, mesmo para os filhos das famílias mais ilustres.

 

A duquesa Norma abriu a conversa primeiro depois que a empregada colocou a xícara de chá na frente de Leyla.

 

— Foi tudo graças ao tio Bill, — Leyla respondeu, enquanto ela educadamente baixou o olhar.

 

— Sim. Você não deve esquecer a bondade de seu benfeitor, Bill Remmer.

 

— Sim, senhora.

 

— Você é de Lovita?

 

— Minha mãe era de Lovita, mas meu pai era um Berg.

 

— O mesmo que eu.

 

Elysee e Claudine dilataram os olhos simultaneamente em resposta às palavras peculiares de Norma que soaram como uma insinuação velada.

 

As pessoas sabiam que a duquesa Norma von Herhardt era uma marquesa de renome e prima única do imperador Berg. Sua mãe era uma progenitura da linha aristocrática de Lovita; ninguém ousaria traçar uma linha paralela entre ela e uma órfã que foi criado em uma origem humilde.

 

— Me diga o que você quer.

 

O pedido abrupto da Duquesa idosa, que acabava de colocar a xícara de chá na mesa, pegou Leyla levantando a cabeça, assustada.

 

— Bill Remmer é meu funcionário favorito. — Ela declarou calmamente: — E você é uma criança que ele criou como sua própria filha, então eu deveria lhe dar um presente de felicitações.

 

O constrangimento imediatamente subiu às bochechas de Leyla. Bem a tempo, ela olhou para a Duquesa; em vez de esconder os olhos, a estufa recebeu a chegada de mais um visitante. Claudine o viu quando ele se aproximou deles e deixou escapar:

 

— Duque Herhardt!

 

A voz alegre de Claudine chamou a atenção de todos, e seus olhos fugiram para um homem distinto.

 

Leyla rapidamente virou a cabeça e viu Matthias von Herhardt parado altivamente perto da mesa. Seus olhos se encontraram, rostos franzidos um no outro por uma série de razões. A tensão persistiu entre eles até que Leyla desviou o olhar dele.

 

— Esta criança foi aceita com sucesso na Universidade Ratz. Então nós a levamos para tomar chá juntos porque era algo para comemorar, — Elysee explicou em uma voz cheia de hilaridade.

 

Depois de um breve aceno de cabeça, Matthias sentou-se em uma cadeira ao lado de Claudine, que por acaso era o assento de frente para Leyla.

 

— Você voltou cedo hoje. — Claudine deu as boas-vindas ao noivo.

 

Matthias sempre saía da mansão logo após o relógio bater o alvorecer do dia e sempre voltava tarde da noite depois de se encarregar dos negócios da família para sempre. Já fazia uma semana desde que Claudine ficou em Arvis, mas esta foi a primeira vez que ela viu Matthias voltar para casa antes da penumbra.

 

— A reunião terminou mais cedo do que o planejado, minha senhora.

 

— Que alivio. Eu estava preocupada que você pudesse estar exagerando nos dias de hoje.

 

— Claudine está certa, Matthias, — Elysee acrescentou. — Não se apresse e evite correr. Se você acabar arruinando sua saúde, seria uma preocupação real.

 

Depois disso, a conversa mudou para a situação atual de Matthias, com o negócio familiar e a presença de Leyla Lewellin parecia ter sido apagada em um piscar de olhos.

 

Mas graças a isso, Leyla teve um momento para recuperar o fôlego e tomar um gole de seu chá já resfriado. Ela desejou poder escapar dessa situação desagradável, mas sabia que seria rude fazê-lo na frente das duas duquesas que estavam de olho em cada movimento dela.

 

Leyla colocou a xícara de chá no pires, cautelosa para não criar nenhum ruído em seus gestos.

 

Quando ela elevou sua visão, ela se encolheu um pouco, e suas costas bateram contra a cadeira.

 

Matthias sentou-se em silêncio entre sua noiva tagarela e sua mãe; seus olhos insensíveis se fixaram nela com o mesmo olhar que ele tinha no dia em que ele pisoteou impiedosamente seu coração e a abandonou para trás.

 

Leyla, que estava tentando pegar a xícara de novo, rapidamente deslizou as mãos por baixo da mesa. Matthias foi visto conversando com Claudine por um tempo antes de voltar sua atenção para sua mãe e depois de volta para ela.

 

Ela abaixou a cabeça, ousando não olhar para ele nos olhos, mas Leyla ainda podia sentir seu olhar ameaçador atravessando seu corpo.

 

Aquele olhar serviu como um lembrete constante de suas memórias do último verão. Diante de Claudine, essas lembranças se tornaram ainda mais humilhantes, e Leyla estava farta disso. Embora o duque cometesse delitos, era sempre ela que se sentia culpada.

 

— Então, você já pensou sobre o que você quer?

 

As perguntas de Norma trouxeram os holofotes da mesa de volta para Leyla Lewellin.

 

Leyla apertou a mandíbula ao ouvir Norma e mordeu o lábio involuntariamente ao testemunhar os olhos azuis de Matthias permanecerem colados nela. Ela imediatamente mudou seu olhar para Norma, tentando esconder seu rosto avermelhado.

 

— Você já me deu um presente maravilhoso, senhora. Isso foi mais do que suficiente.

 

— Você já pegou?

 

— Sim. Apenas me permitir ficar aqui em Arvis, na cabana do tio Bill, já é um presente que não posso retribuir. Foi o maior e mais precioso presente que já recebi e serei eternamente gratA por toda a minha vida.

 

— Acabamos por atender ao pedido de Bill Remmer.

 

— Essa permissão foi um presente que mudou minha vida, —  disse Leyla, seus lábios curvados em um leve sorriso. — Também estou muito grata a você, senhora, —  ela também não se esqueceu de expressar sua gratidão educada para Elysee. — …. Também para o Duque e Lady Claudine.

 

De alguma forma, Leyla ficou mais do que encantada em expressar sua gratidão a todos, incluindo aqueles de quem não gostava, em vez de pedir permissão para deixar o local.

 

— Não esquecerei a gentileza que você me deu, mesmo quando chegar a hora de deixar Arvis. — Com uma profunda reverência, ela considerou a pergunta de Norma.

 

A duquesa Norma a examinou cuidadosamente antes de dar um leve aceno de cabeça. Seria indelicado recusar o favor de Herhardt; no entanto, a atitude cortês de Leyla pareceu surpreendê-la, o que ela achou bastante louvável para uma jovem plebeia.

 

— Você já disse adeus?

 

Claudine perguntou tristemente.

 

— Você deve estar triste, Leyla. — Ela manteve um olhar silencioso sobre ela e ofereceu algo a ela: — Eu entendo como você se sente, mas eu ainda quero te dar um presente. Ah, que tal se eu pagar sua mensalidade da faculdade?

 

— Não, senhorita. A bondade que você me mostrou já me fez sentir muito grato.

 

Leyla olhou para Claudine; um sorriso se apertou em seu rosto.

 

— Tio Bill já economizou o dinheiro da mensalidade. Ele quer cobrir o custo do meu primeiro semestre na faculdade.

 

— Sério? Vou ter que pensar em outra coisa para dar de presente então, — ela declarou, — não posso deixar minha velha amiga sair de mãos vazias que foi aceita na faculdade e está prestes a se casar. . Não é mesmo, duque Herhardt? — Claudine disse. Seus lábios se curvando em um sorriso brilhante, e sua voz chamando seu nome soou tão doce quanto um mel.

 

Matthias levou um momento olhando para Leyla antes de gentilmente gesticular com a cabeça em concordância com sua noiva.

 

Leyla acabou sendo autorizada a deixar aquela inquietante mesa de chá depois de muitas outras conversas formais e gentilezas.

 

Ela estava de costas para a família Herhardt no momento em que seus olhos foram atraídos para a vista panorâmica da estufa.

 

Éden de Arvis.

 

Era assim que todos chamavam.

 

A estufa opulenta, onde as pessoas fazem elogios grandiosos umas às outras, a deixou desconfortável e sem fôlego.

 

A sensação sufocante que a engolfou foi análoga à que ela teve quando viu um lindo pássaro alado aleijado ou flores misturadas de cores, seus aromas picando seu nariz. Da água borbulhante que fluía da fonte de mármore até o sol que entrava pelas janelas de vidro ao redor, os nove metros inteiros ecoavam exatamente esse sentimento.

 

Leyla saiu da estufa sem dar uma segunda olhada para trás. Só quando ela bateu os olhos no vislumbre de luz lá fora e sentiu o vento soprando sobre seu corpo, ela soltou seu suspiro.

 

Longas sombras seguiam seus passos sob a penumbra do crepúsculo enquanto ela entrava no coração da floresta.

 

*.·:·..·:·.*

 

— Irmã, você sabe do que está falando?

 

Daniel Rayner ficou atordoado e, portanto, perguntou em descrença. A luz crepuscular que entrava pela janela sem cortinas cegou ele e sua prima, Linda Etman, que estava sentada calmamente em frente a ele.

 

— Irmã!

 

— Abaixe sua voz, Daniel!

 

A Sra. Etman o repreendeu severamente enquanto dava uma espiada pela porta fechada. Daniel suspirou em choque.

 

Daniel Rayner, que acabara de recuperar o ímpeto de seu negócio após o fracasso de seu empreendimento de mineração no exterior, frequentemente buscava ajuda de Linda Etman, irmã de seu primo e parente mais rico. Ela, que sempre rejeitou seus apelos de maneira graciosa, mas sem coração, desta vez veio visitá-lo primeiro.

 

Escusado será dizer que a ajuda prometida não será devolvida. No entanto, a excitação de Daniel por pegar sua mão amiga logo se transformou em hesitação ao ouvir as palavras impróprias da Sra. Etman.

 

— É roubar, irmã. Quão….

 

— Não. — A Sra. Etman interrompeu abruptamente suas palavras e estreitou os olhos em fendas enrugadas. — É apenas uma questão de escondê-lo por um tempo e devolvê-lo.

 

— Mas…

 

— Você não se importa com Kyle também?

 

— Eu me importo.

 

— E você também precisa da minha ajuda —, disse a Sra. Etman enquanto levantava a mão do colo e acariciava sua têmpora aquecida. Como previsto, Daniel Rayner não conseguiu contra-atacar e só conseguiu dobrar a cabeça de vergonha.

 

— Vou guardar o dinheiro por um tempo e devolver na hora certa, — raciocinou. — Se você puder fazer essa tarefa simples, poderá proteger sua família e eu poderei proteger meu filho.

 

A Sra. Etman endireitou sua postura sentada e olhou para Daniel Rayner com uma expressão satisfeita no rosto.

 

— Não acho que seja um mau negócio. O que você acha?

 

*.·:·..·:·.*

 

Tradução: Eris

Revisão: Eris

 

MAID SCAN

 

Etiquetas: leer novela (Português) Chore, ainda melhor se você implorar Novel Capítulo 33, novela (Português) Chore, ainda melhor se você implorar Novel Capítulo 33, leer (Português) Chore, ainda melhor se você implorar Novel Capítulo 33 en línea, (Português) Chore, ainda melhor se você implorar Novel Capítulo 33 capítulo, (Português) Chore, ainda melhor se você implorar Novel Capítulo 33 alta calidad, (Português) Chore, ainda melhor se você implorar Novel Capítulo 33 novela ligera, ,

Comentarios

close